Quinta-feira, Setembro 30
Blog de poesia paralela entrementes-entrementos
de tudo que verteria à um subverso interior.
Pesando corpos em tiros trangressores
e paixões pingadas de vozes
que são sim
cores
como
a pele do bom
leitor
que nasce e morre todo dia.
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... Noutratez ...

Cara tem mãe_
Sábado, Setembro 25
Não dá simplesmente
Tomado pela pinga o corpo magro
Sucumbe lentamente inebriado
Numa esquina qualquer da Tiradentes
Passos frouxos na infinita paralela
Escorado pelas grades multicores
Sucumbe o corpo magro em suas dores
Num cinismo quase sempre permanente
(Ricardo Ramos)
Cara tem mãe_
Quinta-feira, Setembro 2
É estranha a influência dos movimentos com certa
tendência de vanguarda blues-rock-jazzística-concretista
e o que viesse em termos artísticos do final cabal dos anos 60 e 70,
que sobreviveram ou sequelaram, com as mesmas características jererés
e confusas do passado, o extemporâneo momento musical.
Exemplos como os nossos clássicos chapados Mutantes,
Arrigo Barnabé, Hermeto Pascoal; ótimos e incompreendidos
por sua versatilidade latente.
Urgiu recentemente, um tapa de lisergia no som de uma banda carioca
de nome Zumbi do Mato.
A psicodelia tem aparecido com maior constância não só na consagração da moda,
mas nas novas manifestações sonoras (cito à exemplo dessa afirmação,
os meus comparsas Supercordas), e isso poderá quem sabe,
um dia (não, acho que não) atraver-se no caráter comportamental do brasileiro?
Será? Bongas emboabas? Não, acho melhor continuar com Mutantes.
Ou ié!

Cara tem mãe_






